quarta-feira, 1 de julho de 2009

A transfiguração da Realidade


Como vimos abaixo, a literatura é, essencialmente, ficção, ou seja, o que predomina numa bra literária é a imaginação do escritor, que goza da mais completa liberdade de criação. Para chamar atenção do leitor sobre determinados aspecto da vida, o escritor pode criar uma história em que o absurdo esteja presente. A presença do absurdo ou do fantástico dá ao texto uma dimensão altamente simbólica, causando um impacto no leitor e fzendo-o refletir sobre sentido daquela transfiguração da realidade.


Observe o texto de Marina Colasanti abaixo:


Aptº. 105
Acordavam juntas, ela e a televisão. E juntas encerravam suas
programações diárias.Amavam-se, uma não podendo sobreviver sem a outra.
Sofria porém a mulher seu silêncio. Só olhar lhe era dado,sem que sequer sua compreensão influísse no enredo. Sabia se complemento. E embora urrasse às vezes querendo impor
reações, jamais ouvira seu eco.
Incapaz de afastar-se, teceu a vingança diante da amante cega.Livros, folhetos, ferramentas, quilômetros de fios. Equipou-se de tudo. Para perder-se no labirinto dos circuitos, adaptarse
a voltagens, fortalecer-se elétrica.Nem comoveu-se quando as antenas despontaram um dia,
bem acima das sobrancelhas. Suavemente, começou a emitir
as primeiras ordens.
(in A morada do ser. Rio de Janeiro: Record, 2004. p.17

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